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Domingo, 31 de Agosto de 2008

Fósseis, caches, pedras e santas

 

Estas férias tivemos a preocupação de aproveitar o tempo para conhecer melhor o belo concelho de Arouca, rico em gastronomia, património arquitectónico, mas particularmente abastado no que toca ao património natural, quer biológico, quer geológico.

Nestas férias procurámos também aproveitar algumas das actividades desenvolvidas no âmbito do programa Ciência Viva, que se revelam uma óptima oportunidade para ficar a conhecer melhor alguns locais e enriquecer os nossos conhecimentos.
Uma dessas actividades, intitulada Geoparque Arouca: histórias do Gondwana à Pangea. decorreu no Centro de Interpretação Geológico de Canelas (CIG), que já tínhamos tido a oportunidade de visitar, e que nos tinha deixado fascinados. Esta foi uma óptima oportunidade de revisitar o CIG e ficar a conhecer melhor a Geohistória das Trilobites Gigantes de Arouca.
O CIG foi constituído pela iniciativa privada da família Valério, após terem sido encontrados fósseis de Trilobites na pedreira explorada pela família. Este centro tem contado com a colaboração da UTAD no estudo dos fósseis recolhidos e na sua divulgação à população. Os fósseis mais relevantes aí descobertos são seguramente os de Trilobites, grupo de Artrópodes marinhos que se extinguiram no Paleozóico, há cerca de 250 milhões de anos.
Os fósseis de Trilobites de Arouca são dos maiores exemplares encontrados em todo o mundo, tendo recentemente sido descoberto o que se pensa ser o maior fóssil de Trilobite alguma vez encontrado, com um tamanho estimado de 85 cm. O facto de o tamanho ser estimado e não efectivo resulta do fóssil não está completo. Os estratos rochosos dos quais foram extraídas os fósseis de Trilobites datam do Ordovíco, ou seja têm cerca de 435 Milhões de anos. Para se ter uma ideia da idade destes fósseis, eles são cerca de três vezes mais antigos que os fósseis mais antigos de dinossáurios encontrados! Na altura em que estes animais incorporaram o registo fóssil ainda não tinha sido formada a Pangea e a vida fora dos oceanos não existia.
Mas porque são as Trilobites de Arouca tão grandes? Estes animais traduzem a tendência de gigantismo verificada nos animais que habitam as zonas polares. Este fenómeno pode verificar-se ainda nos animais actuais, como os pinguins e as morsas, cujas populações polares apresentam dimensões significativamente maiores do que as populações de outros pontos do globo. Este facto, conjuntamente com outros dados, permite afirmar que as rochas que actualmente se observam em Arouca formaram-se no … Polo Sul, tendo depois migrado até à posição actual!
Tradicional Cache: CIG Canelas - GC120K2
 
Antecipámos a nossa chegada ao CIG para tentar encontrar a cache aí ocultada. Após uma curta exploração da zona correspondente ao GZ encontrámo-la!!
IN: Medalha; Out: argola em couro
Relativamente à cache, só queria lamentar um aspecto. Apesar desta estar depositada num local de interesse Geológico de nível internacional, é uma cache normal e não uma Earthcache, não apresentando a respectiva página muita informação sobre os fenómenos fósseis aí observáveis, o que é uma pena. Ainda vou considerar a implementação de uma Earthcach no local. 
Após descoberta a cache, ficámos a aguardar pela chegada do grupo para iniciar a visita ao CIG. A visita, conduzida pelo Professor Doutor Artur Sá, da UTAD, revelou-se bastante interessante, tendo constituído uma óptima oportunidade de consolidar aprendizagens.
A visita estendeu-se depois a outras zonas integrantes do Geoparque de Arouca, repleto de locais de elevado interesse geológico e de grande beleza, como são a Frecha da Mizarela, a maior queda de água da Europa, com cerca de 70 m; ou as Pedras Parideiras, fenómeno único no mundo, em que agregados minerais brotam de granitos, entre outros locais, alguns deles enriquecidos com geocaches, que ficaram para visitar numa outra oportunidade.
Após a visita, ainda vínhamos com energia para tentar encontrar mais duas caches na vila de Arouca.
Tradicional Cache Convento de Arouca - GC156T1
 
Não conseguimos encontrar a cache! Alguma dificuldade em aceder a alguns locais, onde a cache poderia estar escondida, e a curiosidade que despertámos nos muggles, que por ali circulavam explicam o nosso insucesso.
 
Tradicional Cache Memorial Rainha Stª Mafalda - GC185CT
 
Já a caminho de casa, fizemos uma paragem estratégica para tentar compensar o insucesso da Cache do Mosteiro de Arouca. Assim, parámos perto do Memorial de Sta. Mafalda, que os locais associam à lenda de Sta. Mafalda, mas que na realidade se trata de um arco funerário anterior à Princesa Mafalda (ver informação da Cache). No entanto, como as coordenadas do GPS nos levavam ao centro de uma rotunda atraímos novamente a atenção muggle e demos como fracassada a busca.

 

publicado por Nuno Susana às 21:33

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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

3 em 1 em Aveiro

 

Aveiro 20/08/2008

 
A Selecção Nacional jogava em Aveiro, e isso era um óptimo pretexto para ir conhecer o Estádio Municipal de Aveiro, já para não falar na oportunidade de revisitar a cidade da Ria, na nossa opinião, uma das mais belas de Portugal. A cidade de Aveiro tem um lugarzinho especial nos nossos corações, uma vez que acolheu alguns dos momentos mais marcantes do no nosso enamoramento.
De forma a desfrutar ainda mais o passeio e embalados pelo sucesso na contenda da Serra da Freita, apontámos a coordenadas de três caches da cidade e da Costa Nova! Afinal custava era descobrir a primeira, a partir de agora era sempre a aviar … pensámos nós. Aí tínhamos nós a nossa primeira “Multi-Cache”.
Cache Tradicional: Praça Republica - GCX6M8
Chegado a Aveiro, e estacionado o carro no Fórum, partimos em busca da primeira cache do dia, localizada na Praça da República. O passeio pedonal foi curto, apenas umas centenas de metros. A Praça da República é a principal praça da cidade, acolhendo os paços do concelho, o Teatro Aveirense e a Igreja da Misericórdia. Para além da sobriedade da Praça e da beleza dos edifícios mencionados destacamos a estátua de José Estêvão. Ilustre aveirense, responsável por significativos contributos para o desenvolvimento municipal, como a construção do Liceu local, ou a passagem do caminho-de-ferro por Aveiro. Mas ao que parece José Estêvão era igualmente um admirável orador e na base da estátua estão imortalizados excertos dos seus discursos. Um deles cativou particularmente a nossa atenção, rezando o seguinte: “Para mim é um grande absurdo isto de religião da maioria. A religião é da consciência e na consciência não há maioria nem minoria” Extraordinário! Particularmente atendendo ao facto de ter sido proferido na Assembleia da República em 1867.
Foi aqui bem perto que se situavam as coordenadas da Geocache e não foi difícil dar com ela. Desta vez, para variar até foi o Nuno que a encontrou! Retirar a cache do seu esconderijo é que já não foi tão fácil! O mais discretamente possível, até porque a praça é movimentada, retirámos a cache e fomos para um banquinho vizinho preencher o netebook. Mais um sucesso!    
Cache Tradicional: Convento e Igreja das Carmelitas GC183W6
Mais um curto passeio pelas ruas de Aveiro e chegámos à Praça Marquês de Pombal. Mais ampla do que a Praça da Répública, esta praça acolhe o Governo Civil, o tribunal, a PSP, bem como o Convento e Igreja das Carmelitas. As coordenadas do GPS foram aproximando-se do Ground Zero, mas nunca conseguíamos estabilizá-las no ponto exacto. Vasculhámos nas imediações e nada. Uma cache do tamanho de um rolo fotográfico pode ser ocultada em muito sítio. A nossa busca acabou por atrair a atenção de um muggle, a guarda da capela das carmelitas. Meio para disfarçar, entrámos para visitar a capela e não demos o tempo por perdido. Mesmo para um ateu a capela é bonita. Por esta hora já a fome ia apertando e despertou-nos a vontade de recordar os croissants prensados da Costa Nova, que traziam à memória a lembrança de pequenos almoços tardios (private joke).
Costa Nova - Replace[Aveiro]
Chegados à localidade balnear das bonitas casas às riscas dirigimo-nos às coordenadas indicadas pelo GPS, que se situavam num espaço relvado à beira-mar. Aquela hora os muggles eram aos magotes! Meio como quem não quer a coisa fomos vasculhando o terreno em volta. A Susana desconfiou de um montinho de pedras suspeito, e sob os mesmos lá estava a cache. O que se pode dizer do sítio é que não era propriamente agradável ao olfacto. Afastámo-nos do local do achado com a cache, assinamos o notebook e de forma sorrateira colocámo-la no local original.
Seguiram-se os saudosos croissants comidos com avidez e lá fomos nós rumo ao municipal de Aveiro! Quanto ao jogo … 5 a 0!         

PS: mais uma vez as fotos não são nossas.

publicado por Nuno Susana às 00:06

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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Jogar em casa

Arouca 20/08/2008

Portela da Anta - GC1BWTF

 

O belo repasto do dia anterior não fez esquecer a frustração de não termos atingido o objectivo de encontrar a Cache da Máquina. Por isso, no dia seguinte, decidimos beneficiar da vantagem de jogar em casa, partindo em busca de uma cache oculta na Serra da Freita, concelho de Arouca, terra natal da Susana. A Freita abriga, nos seus cumes e vales, copiosos encantos naturais. Quedas de água, como a da Frecha da Mizarela; riachos de água gelada e cristalina; percursos pedestres, por entre as encostas verdejantes e quase em estado impoluto; Pedras Parideiras, fenómeno geológico único no país e extremamente raro no mundo, em que agregados minerais de dimensões na casa dos centímetros brotam das rochas que os envolvem. Consultando o Geocaching verificámos que muitos destes locais escondem também caches! Foi com alguma surpresa que constatámos que o fenómeno do Geocaching se encontra bem difundido pelo concelho de Arouca. Uma pesquisa mais apurada pelas várias caches assestadas na Freita, elegemos uma oculta junto a um local que ainda não havíamos visitado juntos, a Portela da Anta.
foto de amoleto
A Portela da Anta consiste numa mamoa, monumeto funerário, do período Neolítico (cerca de 1500 A.C.). Este local situa-se num planalto, acedível por uma estrada empedrada que serpenteia pelo topo da Freita. Ao longo da mesma fomos observando uma paisagem idílica, composta por vegetação rasteira, essencialmente de Urze e aqui e ali belas árvores frondosas. Este cenário é o “habitat” das mui formosas, e diga-se saborosas, vacas Arouquesas, que por ali pastam ou repousam livremente.
Após termos percorrido os últimos metros da nossa viagem num caminho de terra batida, parte integrante de um dos percursos pedestres da Freita, chegámos à mamoa. Depois, um passo após o outro fomos tentando encontrar o ponto exacto indicado nas coordenadas… Foi então que a Susana avistou um montinho de pedras suspeito … Sob elas, ei-la finalmente! Envolta num saco plástico preto ai estava a nossa primeira cache! Sucesso!!! O nosso primeiro êxito!
foto Ricardo T
Abrimos com entusiasmo a Cache. No interior, para além do notebook, haviam vários brindes, entre eles, um berlinde, um relógio e um pequeno dinossáurio de plástico. Retirámos este último, mas o que deixar em troca? Vasculhámos os nossos bolsos e a única coisa que encontrámos foi o porta-chaves do carro. Feito! Em seguida preenchemos o notebook. Arumámos tudo no interior da cache e colocámo-la cuidadosamente no seu local original.      
 
PS - Devido a erros de iniciante, não levámos máquina fotográfica, pelo que usámos as imagens disponíveis na página da cache. 
publicado por Nuno Susana às 19:38

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A 1ª Vez

Porto, 19/08/2006

A “Máquina” da Boavista à Foz - GC1AGFM
 
Uma vez recebido o GPS como prenda de aniversário a ansiedade de o utilizar numa geocachada foi crescendo. Mas que destino escolher? Consultando o site do Geocaching constatámos que as caches abundam pelos distritos de Aveiro e Porto, onde estamos a passar férias. As opções eram por isso muitas e os locais, na sua grande maioria, desconhecidos. Aproveitando os planos de um jantar romântico, tendo como cenário de fundo a costa da zona da Foz do Porto, escolhemos a nossa primeira geocahada, A “Máquina” da Boavista à Foz.
Antecipámos a partida de Arouca, terra natal da Susana, ainda muito verdinhos na utilização do GPS, e em boa hora o fizemos, pois constatámos que nem sempre a opção “Caminho Mais Rápido” corresponde à alternativa mais célere. Com mais ou menos atribulações, com mais ou menos indicações do GPS por estradas com sentido contrário (nota pessoal: actualizar o GPS) chegámos ao local pretendido. Este corresponde a um túnel na Foz do Porto, edificado para permitir a circulação do 1º sistema de transportes públicos sobre carris existente no país. Inicialmente movido por força animal, passou mais tarde a ser movido a vapor, tendo sido então apelidado por A Máquina. Em 1874 é aberta uma nova linha, desde a Praça Carlos Alberto até à Foz (Cadouços), via Boavista e Fonte da Moura, o que permitiu aos banhistas chegarem da Boavista às praias em 30 minutos. Dessa linha, apenas resta este túnel. (fonte Geocaher responsável pela cache).
Uma vez descoberto o local faltava descobrir a cache! Espreitámos no interior dos muitos buracos existentes na parede do túnel, alguns deles recheados pelos mais variados e repugnantes objectos, mas nada! Percorremos por diversas vezes o túnel, num e no outro sentido, mas não descobrimos o buraco certo!
Vencidos, mas não derrotados, demos a primeira Geocachada como fracassada e partimos. Afinal um belo fondue estava à espera. O bichinho do Geocache, esse foi connosco.
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publicado por Nuno Susana às 18:10

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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

What about us?

Quem Somos Nós?

 

Nuno e Susana, um casal de entusiastas pelos vários elementos que compõem o Geocache, a aventura, o turismo, o conhecimento de novos lugares e a natureza. Tomámos conhecimento do Geocaching através dos media, e uma vez adquirido o indispensável GPS, logo enveredámos pelas caçadas às caixas ocultas, conciliadas com os passeios por este Portugal fora.
O que é o Geocaching?
É uma espécie de caça ao tesouro, em busca de caixas, ou caches, escondidas por outros praticantes, em locais que se distinguem pelo seu interesse paisagístico, histórico e/ou cultural. Uma cache típica é uma pequena caixa (ou tuperware), fechada e à prova de água que contém um livro de registo e alguns objectos, como canetas, afia-lápis, moedas ou bonecos para troca. A descoberta das caixas é feita com recurso a um GPS e às pistas deixadas pelos responsáveis pelos sites. Essas pistas, bem como informação adicional, é facultada através do site Geocashing. Por este motivo, a localização exacta das caches não será facultada através deste blog.
Para que serve este blog?
Principalmente como forma de registar as nossas demandas de caches, mas também como meio de comunicação com a cada vez maior comunidade de Geocachers, bem como com todos aqueles que ainda não são participantes.
publicado por Nuno Susana às 18:33

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